iniciativa que faz parte do projeto Yoga pela Paz oferece aulas semanais gratuitas no Parque Ibirapuera (SP)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Cantar para Viver
Publicado no blog yoga pela paz
Participante Yoga pela Paz 2011
20 de agosto, a partir das 21h: Show e lançamento do livro de Krishna Das na Apas (compre seu ingresso AQUI)
21 de agosto: apresentação gratuita no Parque do Ibirapuera (programação completa AQUI)
22 e 23 de agosto: workshop de aprofundamento no YogaFlow CIYMAM (programação e inscrição AQUI)
Há momentos em que sabemos com toda a certeza que aquilo que acontece realmente não tem nada que ver conosco nem com as decisões que acreditamos tomar na vida. Eu estava com Ram Dass e um grupo de outros ocidentais em Bodh Gaya no outono [segundo semestre] de 1970. (Bodh Gaya é o lugar na Índia onde o Buda se sentou embaixo de uma árvore e atingiu a iluminação.) Nós tínhamos feito cinco cursos de dez dias de meditação vipassana seguidos, e parecia estar na hora de tentar encontrar Maharajji mais uma vez.
Alguém chegou ao lugar com um ônibus Mercedes de turismo e ofereceu uma carona de volta a Déli ao grupo. Nós resolvemos ir para lá e tentar descobrir onde Maharajji podia estar.
A viagem era longa, demoraria o dia todo. Um dos ocidentais que estavam no ônibus tinha visitado omela (um grande encontro em um local sagrado em um momento astrológico altamente auspicioso) em Allahabad e disse: “Sabiam que há milhões de babas e sadhus tomando banho no rio naquele lugar sagrado? Que tal pararmos lá? Fica no caminho”. Se nós parássemos no mela, as chances de chegar a Déli naquela noite não seriam muito boas, então Ram Dass decidiu não parar. E, como ele era o mais velho, era o chefe.
Com isso, uma enorme discussão começou: cada pessoa no ônibus dizia o que queria fazer. Durante muito tempo, Ram Dass foi incisivo na decisão de não parar, mas finalmente cedeu: “Certo, nós vamos até lá e damos uma olhada de alguns minutos, mas depois voltamos para o ônibus e vamos embora”.
Quando entramos no imenso campo no fim da estrada onde o mela tinha acontecido, descobrimos que estava deserto. Os dez milhões de pessoas que tinham estado ali uns dez dias antes tinham voltado para casa. Então, enquanto o ônibus fazia uma curva enorme e longa no campo para voltar, alguém disse: “Tem um templo de Hanuman ali... que tal nós irmos fazer uma reverência a Hanuman antes de ir embora?”
O ônibus se virou na direção do templo e estava percorrendo uma trilha para pedestres na beira do campo quando outra pessoa gritou: “Olhem, é Maharajji!”
E, lá estava ele, caminhando de encontro a nós, meio que rindo sozinho. Ele nem ergueu os olhos quando o ônibus passou. Mais tarde, o homem com quem ele estava caminhando, que descobrimos ser Dada, nos contou que Maharajji tinha dito: “Ah, eles vieram”, e continuou caminhando. O ônibus parou e nós todos corremos para fora para falar com ele. Ele disse: “Venham atrás de mim, venham atrás de mim”. Ele entrou em um riquixá pequeno com Dada, que saiu rodando pelas ruas estreitas com aquele ônibus Mercedes enorme e reluzente atrás, com todos aqueles ocidentais malucos dentro.
Nós o seguimos até uma casa, onde ele desceu do riquixá e entrou. Nós não sabíamos o que fazer. Enquanto esperávamos parados do lado do ônibus, a mulher de Dada saiu da casa e disse: “Venham, entrem e peguem sua comida. Hoje de manhã, Maharajji nos disse para preparar comida para 26 pessoas”. Nós éramos 25, mais o motorista. Nós compartilhamos uma ótima refeição e passamos um tempo maravilhoso com Maharajji naquela casa.
Eu repassei na mente os acontecimentos dos dois dias anteriores e todo o planejamento da viagem a Déli para encontrar Maharajji. Lembrei toda a longa discussão a respeito de parar ou não no mela. Se eu realmente tivesse capacidade para entender, iria ver que ele mandava no show, e talvez assim minha mente se entregasse.
Krishna Das participará do Yoga pela Paz 2011
20 de agosto: show e lançamento do livro no Espaço APAS. IngressosAQUI. 21 de agosto: show gratuito no Parque Ibirapuera.
22 e 23 de agosto: workshop no YogaFlow CIYMAM. Inscrições: (11) 3168-5096
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Agni Hotra - o ritual do fogo
O fogo sempre foi usado por diferentes civilizações em vários contextos e em muitos momentos históricos, principalmente naqueles relacionados com celebrações.
Yagya é uma das mais tradicionais maneiras de auxiliar na elevação da consciência humana utilizando corpo, mente, sensibilidade, espírito, mantras e outros elementos que combinados propiciam a metamorfose e transformação de efeitos relacionados com a bioenergia.
A palavra Yagya (Yajna em sânscrito) significa: Ya: produção, Ja: distribuição e Na: assimilação. Estes são os três processos presentes na execução de um Yagya.
É uma combinação do imperceptível com o perceptível, do microcosmo com o macrocosmo, conectando o ser humano com a sua divina essência.
Yagya não é um fogo ordinário, mas sim a manifestação da luz materializada de vibrações positivas. O ritual de yagya (fogo) estabelece uma conexão do homem com as propriedades cósmicas de abundância e paz existentes no universo.
Executante, Sri Govinda das-Sacerdote Brahmana, especialista em cerimônias e rituais védicos. Licenciado pela Gaudya Vaishnava e Ramanuja Sampradaya para exercer estas atividades.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A Cura pela Visão
Publicado no blog yoga pela paz
As imagens que penetram em nossos olhos atuam profundamente em nosso corpo, mente e emoções. Enquanto observamos um magnífico pôr do sol, geramos substâncias químicas que nos acalmam e nos dão prazer. Por outro lado, assistir a um filme de violência detona um dilúvio de hormônios que provocam estresse e inundam nossa circulação agitando cada célula do corpo. Escolher estímulos visuais positivos é tão importante quanto escolher alimentos nutritivos.
Assim como os sons primordiais podem ser úteis para equilibrar nossa mente e nosso corpo por meio da audição, as formas primordiais podem gerar maior coerência em nossos cérebros, provocando uma influência que equilibra e acalma. Em algumas culturas do mundo, utilizam-se belos desenhos para aquietar a mente agitada. Um desenho clássico é conhecido por Sri Yantra que simboliza as forças criativas do universo.
Podemos também melhorar nosso bem-estar e o ambiente em que vivemos e em que trabalhamos com o uso criativo da cor:
- Nuances de cores pastel e tons de terra tranquilizam o elemento Ar.
- Cores frias, claras – azuis, verdes e branco – equilibram o princípio Fogo.
- Cores brilhantes, fortes e intensas com formas e desenhos vibrantes ajudam a energizar o princípio Terra.
Márcia De Luca escreveu esse texto para seu curso de Formação de Professores. É autora do livro Ayurveda – Cultura de Bem Viver (Editora de Cultura) e apresenta na Rádio Eldorado os Boletins Filosofia de Bem Viver.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Os Cinco Portais para a Farmácia Interna: Audição
Publicado no blog yoga pela paz
A VIDA É INTERAÇÃO ENTRE O AMBIENTE E NÓS MESMOS.Os cinco órgãos dos sentidos – nossos ouvidos, pele, olhos, língua e nariz – são portais pelos quais percebemos o mundo. Assim como os tecidos de nosso corpo são formados a partir do alimento que ingerimos, nossa mente forma-se a partir de nossas impressões sensoriais.
A qualidade destas impressões determina a qualidade de nossos pensamentos e sentimentos. Sons, sensações físicas, visões, gostos e cheiros, tudo pode ser utilizado para equilibrar, nutrir e curar. Dar preferência aos estímulos que equilibram nossa atual fisiologia psicofísica assegura ótima integração entre mente, sentidos, corpo e ambiente.
A cura pelos sons
Enquanto ouvimos palavras inspiradoras ou uma bela peça musical, uma cascata de substâncias químicas produtoras de prazer corre por nosso corpo, restaurando a saúde e a totalidade. Praticamente toda cultura no mundo reconheceu as propriedades curadoras e unificadoras do som. O som pode ser usado para criar harmonia e coerência dentro de nosso corpo, mente, emoções e espírito.
Sons que promovem cura são chamados sons primordiais. Sons primordiais são vibrações da natureza, mais sutis que as palavras ou a linguagem. O soprar do vento, a cadência da chuva e o canto dos pássaros são exemplos de sons primordiais. Esses sons da natureza nos lembram nossa natureza essencial.
Os mantras são sons primordiais que expressam vibrações fundamentais da linguagem. Quando usados em meditação silenciosa, os mantras servem de veículo para aquietar a mente e expandir a consciência.
A música é outra força curativa poderosa, que tem profunda influência em nosso corpo e em nossa mente. Há músicas que nos animam, transmitindo-nos energia quando estamos nos sentindo letárgicos ou deprimidos, enquanto melodias suaves nos acalmam quando estamos nos sentindo ansiosos. Cada indivíduo reage a seu próprio modo a diferentes tipos de música. Experimente à vontade até encontrar a música que o agrade e crie sua própria playlist de sons curativos.
Leia também:A rotina de saúde apropriada para seu biótipo segundo o Ayurveda.
Márcia De Luca escreveu esse texto para seu curso de Formação de Professores. É autora do livro Ayurveda – Cultura de Bem Viver (Editora de Cultura) e apresenta na Rádio Eldorado os Boletins Filosofia de Bem Viver.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A Cura pelo Olfato
Por Márcia De Luca
Publicado no blog yoga pela pazLembre-se por um momento do cheiro da terra depois da primeira chuva de primavera, do cheiro de uma refeição preparada por sua avó ou do cheirinho de um bebê recém-nascido. Nosso sentido do olfato conecta-nos diretamente com nossas emoções, lembranças e instintos. Por meio de um processo conhecido por condicionamento neuroassociativo, podemos ligar uma reação de cura à experiência de um odor em particular. Por exemplo, se cada vez que sentarmos para meditar usarmos uma fragrância de sândalo, logo aprenderemos a associar a sensação de relaxamento com o aroma. Outras vezes, simplesmente sentindo o cheiro da fragrância, provocará a sensação de relaxamento tranquilo.
Descubra um aroma que você goste muito e inale profundamente sua essência sempre que estiver se sentindo relaxado, em paz ou desfrutando de um dia particularmente agradável. Gradualmente seu corpo vai associar esses sentimentos agradáveis com o uso do aroma. Em pouco tempo, simplesmente o cheiro da essência provocará um estado elevado de bem-estar.
Márcia De Luca escreveu esse texto para seu curso de Formação de Professores. É autora do livro Ayurveda – Cultura de Bem Viver (Editora de Cultura) e apresenta na Rádio Eldorado os Boletins Filosofia de Bem Viver.
