Páginas

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Digestão Ayurvédica

Por dr. José Ruguê Junior

Publicado no blog yoga pela paz

Todos os alimentos que entram em nosso organismo – sejam eles físicos, como os alimentos sólidos, líquidos e o ar; sejam eles mentais, como impressões, pensamentos e emoções – devem passar por um processo de metabolização ou digestão, para serem assimilados devidamente.

Isto acontece em três níveis principais:

- Da digestão geral, que começa na saliva e vai até o intestino, chamada digestão primária.
- Do fígado, onde os nutrientes assimilados passam pela digestão secundária, específica dos cinco grandes elementos – terra, água, fogo, ar e espaço.
- Das células, o principal objetivo de toda nutrição, levar ao nível das células os nutrientes e o oxigênio, para que as células possam desempenhar suas funções dentro dos tecidos e estes dentro dos sistemas para a harmonia do funcionamento do organismo. É chamado nível celular ou terciário da digestão.

Assim, todos os alimentos, físicos e mentais, quando digeridos nesses três níveis, se transformam em três tipos de substâncias:

- Os nutrientes, que devem ser absorvidos e se transformarão em estrutura, em energia e participarão das diversas funções de nosso corpo e mente.
- Os dejetos, que são aquela parte dos alimentos que não será absorvida pelo organismo e que deve ser eliminada, mas que, enquanto está no organismo saudável, desempenha funções primordiais, como por exemplo, formação do bolo fecal. As fibras na dieta têm esse papel. Também estão incluídos nos dejetos os produtos de excreção da digestão celular.
- A energia sutil dos alimentos, que vai se incorporar, formar e nutrir nossa mente. Esta energia sutil, presente em todos os alimentos físicos ou mentais, se manifesta por meio de seus atributos, os gunas, gerando na mente o "campo" para a harmonia (sattwa), para a atividade excessiva (rajas) ou para a inércia (tamas).

Portanto, os alimentos devem ser observados não só pelo seu valor nutricional (vitaminas, proteínas, carboidratos, microelementos), mas também pela capacidade de produzirem em nossas mentes essas trigunas.

A mente reage ao mundo de acordo com o predomínio de uma destas qualidades, o que determina uma reação nossa diante da vida, de caráter harmonioso, agitado ou obscuro. E estas qualidades se impregnam em nossa mente de acordo com a guna daquilo que nos serve de alimento: comida, impressões, pensamentos e emoções. Isto explica como, dentro do Ayurveda, uma dieta sattwica é prescrição primordial para o tratamento de problemas psiquiátricos!

Formado em 1981 em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia, com título de especialista em Terapia Intensiva pela AMIB em 1985. Chefe da UTI do Hospital Santa Genoveva de Uberlândia de 1985 a 1999, Dr. Ruguê foi diretor clínico desse hospital por vários anos. Conviveu com seu mestre, Sri Vájera Yogui Dasa (grande erudito da ciência védica e yóguica) no Brasil e no Chile, de 1973 a 1984. Membro do corpo docente da International Academy of Ayurveda, Presidente do Movimento Mundial de Ayurveda, com sede em Milão – Italia e membros em todo o mundo. Dá cursos por todo Brasil, Portugal, Itália. http://www.suddha.net


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Workshop Yoga Pela Paz

Publicado no blog yoga pela paz

De 22 a 24 de agosto, o Yoga pela Paz 2011, em parceria com o Yoga Flow Ciymam, apresentará um workshop de aprofundamento com os professores mais renomados do mundo. R. Dina, 100 - Vila Nova Conceição, SP

8h às 11h – Prática de Ashtanga Vinyasa Yoga, com Lucy MartorellaPrática intensa e transformadora em aulas no estilo Mysore com uma das primeiras alunas ocidentais do criador do método Pattabhi Jois. Para todos os níveis de praticantes.

14h às 17h – O Poder Feminino de Cura, com Maya TiwariNesse workshop Mother Maya ensina as práticas lunares para mulheres de todas as idades, parte da ancestral ciência do Ayurveda. O curso ensinará como cuidar da saúde do sistema reprodutor, retomar os ciclos naturais em acordo com o ritmo lunar e restaurar a beleza feminina. Para todos os níveis de praticantes. (Leia mais sobre Mother Maya AQUI)

19h às 21h – Kirtan Class, com Krishna DasCantor de mantras reconhecido mundialmente, Krishna Das compartilhará as experiências de seu caminho de evolução e nos ensinará a cantar mantras para usufruirmos de seu poder de cura. Para todos os níveis de praticantes.

Investimento:3 Dias Completos - R$576,00
1 dia Completo - R$216,00
Aula Avulsa - R$80,00

Inscrições:tel: (11) 3168-5096 (11) 3168-5096
Email: andrea@marciadeluca.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Seja um voluntário Yoga pela Paz

Nosso evento precisa de muita ajuda para acontecer e nós contamos com a sua! Participe da nossa reunião no dia 1 de agosto as 12hs ou mande um email para yoga@yogapelapaz.org.

R. Joaquim Floriano, 1050B - Itaim Bibi (São Paulo - SP)

terça-feira, 26 de julho de 2011

...::: Ctrl+Alt+Del ......com PRANA MUDRA:::...

Por Marlei Caroli

Publicado no blog yoga pela paz

Também conhecido como shanti mudra – O gesto da Paz.

Sente-se numa postura confortável e relaxe todo o corpo, especialmente abdômen, braços e mãos (direita sobre a esquerda).

Depois de uma exalação pratique mula bandha (fecho da raiz - saiba mais AQUI) e retenha o ar fora dos pulmões por alguns instantes. Comece a inspirar, sinta o prana (energia vital) subir do chakra básico ao chakra do plexo solar.

Continue inalando e sentindo o prana subir, passar pelo chakra do plexo solar e pelo chakra do coração enquanto expande o peito. Simultaneamente eleve as mãos pelos lados abrindo os braços e una-as à frente do peito em anjali mudra. Faça uma leve pausa na inspiração.

Encha mais os pulmões e sinta o prana subir do chakra do coração até alcançar o chakra do terceiro olho, retenha a respiração levemente sentindo a energia vital. Simultaneamente, eleve as mãos pelos lados abrindo os braços e una-as à frente do terceiro olho.

A partir daí sinta o prana expandir do ajna chakra (terceiro olho) para bindu e sahasrara e visualize uma aura de pura luz emanando do topo de sua cabeça. Eleve as mãos em anjali mudra acima do sahasrara (coroa).

Sinta todo o seu ser irradiando vibrações de paz para todos os seres vivos.

Retenha o ar e a postura o quanto for confortável.

Exale, descendo os braços pelos lados e volte à postura inicial. Durante a exalação, sinta o prana descer progressivamente através de cada chakra, lembre-se sempre de retornar o prana ao chakra básico. Respire naturalmente, sinta a coluna alinhada e relaxe todo o seu corpo.

Mais sobre os chakras:Chakras: centros de desenvolvimento psicoespiritual (Por Rosana Biondillo)

Marlei Caroli dará aula no Yoga pela Paz 2011, dedica-se ao estudo das filosofias do oriente, em particular o Yoga, hinduísmo e budismo. Formada instrutora de Yoga no curso de pós-graduação da FMU-SP e Kaivalyadhama Yoga Institute – Lonavla (Índia) participou de vivências meditativas e yógicas em ashrams e monastérios. Utiliza várias fontes de conhecimento, abordagens tradicionais e contemporâneas em seu trabalho de equilíbrio integral. Influências que resultam numa linguagem afinada com corpo, mente e espírito; um olhar amoroso onde os opostos se complementam, criando uma proposta de estilo de vida que traduz seu ideal: liberdade!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sequência para fortalecimento da região pélvica e abdominal.

Por Sylvia Freire

Publicado no blog http://infinityoga.blogspot.com

Esta é uma sequência simples e fácil de ser executada, que tonifica e fortalece a região pélvica e abdominal. Estas áreas do corpo devem estar fortes e saudáveis, pois, dão sustentação aos orgãos abdominais. Os movimentos são suaves massageando toda a coluna principalmente a região lombar. Alivia desconfortos e dores na lombar. Alonga também a parte interna das coxas e virilhas.

Energeticamente ativamos os três chakras localizados nesta região. O chakra da raiz, Muladhara, localizado na base da coluna, através da contração dos esfícteres. Este chakra é responsável pelas nossas necessidades mais básicas como comer, dormir, descansar. Svadhistana, chakra da sensualidade, localizado um pouco abaixo do umbigo. E o chakra Manipura, localizado no plexo solar, ativa a energia do abdome, conferindo assim saúde para todos os orgãos abdominais. Este chakra é responsável pela nossa força de vontade e determinação.

Nesta série trabalhamos também os bandhas. Bandhas são travas que tem por objetivo não deixar a energia destas regiões se dissipar. Mula Bandha (contração dos esfícteres) e Uddiyana Bandha (contração do abdome para dentro e para cima).

Durante toda a sequência a respiração deve ser consciente, ampla, profunda, suave e fluida.

Esta sequência pode ser feita isoladamente como uma prática suave e restaurativa. Pode também ser um aquecimento inicial para posterior prática de posturas sentadas ou em pé, ou ainda, ao final da prática como forma de trazer estabilidade `a coluna.

Inicia-se e finaliza-se na mesma posição, Savasana (postura do morto). Observe os movimentos da coluna. Vamos lá.

Savasana

Inicie em Savasana (postura do morto) com o corpo bem relaxado. Observe o corpo estável na posição. Fique bem a vontade nesta posição e tome consciência de todas as partes do corpo (pés, pernas, coluna, ombros, braços... área abdominal e pélvica). Observe também a sua respiração. Faça algumas respirações profundas e amplas e vá relaxando a cada expiração.

Apanasana

Flexione os joelhos e abrace as pernas em Apanasana (postura dos joelhos no peito). Relaxe os ombros, as pernas, mantendo o cóccix no chão.

Eleve a cabeça aproximando-a aos joelhos. Permaneça na posição por algumas respirações concentrando-se na contração do abdome, procurando relaxar os ombros minimizando o esforço do pescoço. Retorne a cabeça e relaxe. Faça este movimento 3 vezes.

Apoie os pés no chão deixando-os paralelos e na largura do quadril. Toda e extensão da coluna em contato com a terra, do cóccix `a cabeça. Os braços ao longo do corpo com as palmas das mãos voltadas para baixo.

Setu Bandha Sarvangasana

Num movimento de inspiração eleve o quadril a partir do cóccix e vá aproximando o peito do queixo em Setu Bandha Sarvangasana (postura da ponte). Permaneça na posição por algumas respirações. Mantenha a região do assoalho pélvico contraída em Mula Bandha (contração dos esfícteres).

Num movimento de expiração retorne o quadril ao chão e relaxe. Faça Setu Bandha Sarvangasana por 3 vezes. Relaxe e observe o seu corpo.

Viparita Karani

Aproxime as coxas ao abdômen e estenda as pernas em direção ao céu em Viparita Karani (postura das pernas elevadas). A coluna deve estar colada na terra, as pernas bem estendidas num ângulo de 90 graus e os pés "flex". O peito deve estar aberto e os ombros apoiados no chão. Permaneça na posição por algumas respirações. Faça por 3 vezes e relaxe flexionando os joelhos novamente.

Afaste os joelhos e segure os pés com as mãos entrelaçadas em volta deles. Nesta posição a coluna permanece colada na terra, os braços estendidos e os ombros apoiados no chão. Os calcanhares se aproximam das virilhas e os joelhos se afastam.

Eleve a cabeça e permaneça na posição por algumas respirações mantendo a contração do abdome. Ative Mula Bandha, contraindo os esfícteres. Retorne a cabeça e relaxe. Faça este movimento por 3 vezes.

Supta Baddha Konasana

Repouse os braços ao longo do corpo e apoie os pés no chão posicionando-se em Supta Baddha Konasana (postura reclinada em ângulo fechado). Relaxe o corpo na posição e coloque a sua atenção na região do assoalho pélvico. Vamos fortalecer a musculatura pélvica, contraindo e relaxando os esfícteres ritmadamente em Asvine Mudra. Faça este movimento por 10 vezes. Relaxe e observe o seu corpo.

Estenda os braços para trás e inspire profundamente expandindo totalmente os pulmões ....naturalmente descolando a região lombar da terra.... a lombar se arca formando uma ponte...

ao expirar vá gradualmente relaxando os braços, colando a lombar no chão, contraindo o abdome em Uddiyana Bandha, deixando toda a coluna em contato com o chão e por fim contraindo os esfícteres em Mula Bandha. Mantenha os Bandhas por algumas respirações e relaxe. Faça este movimento por 3 vezes.

Retorne os braços deixando-os ao longo do corpo. Faça a postura do peixe, Matsyasana. Apoie o topo da cabeça, os cotovelos, o cóccix e os pés no chão. Mantenha as pernas em Badha Konasana. Permaneça por algumas respirações.

Matsyasana

Permaneça em Matsyasana (postura do peixe) apenas estendendo as pernas. Faça algumas respirações e relaxe.

Jathara Parivartanasana

Para finalizar faça uma suave torção em Jathara Parivartanasana (postura da torção do abdome) e durante a permanência relaxe na posição e faça algumas respirações profundas.

Jathara Parivartanasana

Faça o mesmo para o outro lado.

Savasana

Finalize em Savasana, com o corpo totalmente relaxado. Apenas observe o corpo e a respiração por alguns minutos. Para sair desta posição flexione os joelhos, deixando as pernas cairem para um dos lados e sente-se devagar.

Namastê!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fogo Digestivo

Por dr. José Ruguê Júnior

Publicado no blog yoga pela paz

Agni é a capacidade de transformação dentro do nosso organismo. É o elemento fogo que tem o poder digestivo e metabólico. Este fogo digestivo é essencial para o processo de conversão da comida em nutrientes, é ele quem transforma o “não-eu” em “eu”, ou seja, transforma e metaboliza todas as refeições em nutrientes que possam ser assimilados pelas nossas células e fazer parte do nosso organismo.

A vida é dependente da existência da comida, da água e do ar que respiramos, mas para a sua utilização na geração a vida, eles precisam ser processados bioquimicamente. O Ayurveda considera o agni a raiz da saúde humana e, quando em desequilíbrio, é a causa de qualquer doença.

O brilho da pele, força, saúde, vigor, crescimento, desenvolvimento, digestão, vitalidade dependem do estado normal e saudável de nosso fogo digestivo.

Se o agni torna-se fraco, o processo digestivo e metabólico é prejudicado. A digestão incompleta ou anormal induz à formação de substâncias tóxicas no organismo chamadas ama, que provêm do alimento parcialmente digerido. Ama infecta os doshas aumentados e os torna tóxicos em natureza. Quando tratamos qualquer doença severa, ama deve ser eliminada primeiramente. Para isto, aumentamos a função do agni até o seu nível saudável e então o tratamento é direcionado para reduzir a quantidade aumentada do dosha relacionado com a doença.

Formado em 1981 em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia, com título de especialista em Terapia Intensiva pela AMIB em 1985. Chefe da UTI do Hospital Santa Genoveva de Uberlândia de 1985 a 1999, Dr. Ruguê foi diretor clínico desse hospital por vários anos. Conviveu com seu mestre, Sri Vájera Yogui Dasa (grande erudito da ciência védica e yóguica) no Brasil e no Chile, de 1973 a 1984. Membro do corpo docente da International Academy of Ayurveda, Presidente do Movimento Mundial de Ayurveda, com sede em Milão – Italia e membros em todo o mundo. Dá cursos por todo Brasil, Portugal, Itália. http://www.suddha.net

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ferramentas para sua Prática

Por Núbia Teixeira

Publicado no blog yoga pela paz

O Yoga tem formas de aumentar e direcionar a energia do nosso corpo para otimizar os resultados da prática. Essas ferramentas estão disponíveis em nosso próprio corpo a qualquer momento, dentro ou fora do nosso tapete de prática.

De acordo com a prática do Yoga, o caminho da respiração é dividido em quatro fases:
1) Puraka – inspiração.
2) Rechaka – expiração.
3) Kumbhaka ou antara kumbhaka – retenção com ar.Retenção com ar deve ser evitada por pessoas com problemas do coração ou pressão arterial alta.
4) Shunyaka ou bahya kumbhaka – retenção sem ar.

Durante kumbhaka o corpo tem tempo para assimilar o prana (energia vital). Depois de sua inspiração, depois de trazer mais ar e prana para seu corpo, você pode direcionar essa energia para seu sistema de nadis (canais de energia vital do corpo). Com shunyaka o corpo se torna mais receptivo, vazio e limpo antes de receber o ar novamente.

Matra – significa parte, porção, é a unidade de contagem que estabelece o ritmo.

A respiração registra e reflete todas as variações das flutuações emocionais e mentais. Quando interferimos no ritmo inconsciente da respiração, podemos mudar nossos padrões de comportamento emocional e mental.

Os ritmos mais comuns são:
Um para inspiração e dois para expiração.Um para inspiração, um para retenção com ar, dois para expiração e um para retenção sem ar.

Bandha – são fechos de energia ou selos que ajudam a ativar vários pontos energéticos no corpo. Ao contrair determinados músculos, nervos, órgãos e glândulas e levar nossa atenção a essas áreas, canalizamos energia para partes específicas e por todo o corpo.

Jalandhara bandha – você encontrará esse fecho tocando o queixo no centro da clavícula, sem tensionar os ombros. Esse bandha evita que a energia do sahasrara (chakra coronário) se mova para baixo e queime com o fogo digestivo. Jalandhara bandha também abre o fim da coluna cervical, permitindo que a energia se mova livremente da base da coluna até o topo da cabeça.

Uddiyana bandha – contração dos músculos abdominais, na área entre o umbigo e a pélvis. Isso promove uma massagem dos órgãos internos e desperta a energia do manipura chakra (localizado na parte baixa do abdome, representa o sol em nosso corpo).

Mula bandha – contração e elevação dos músculos do períneo (a área entre os genitais e o ânus). Estimula o sistema nervoso central e o muladhara chakra (chakra raiz) além de trazer estabilidade e conexão com a terra.

Quando esses três bandhas são feitos ao mesmo tempo, recebem o nome de bandha traya.

O jalandhara bandha movimenta o prana do coração em direção ao abdome, enquanto o mula bandha com uddiyana bandha movimentam o apana (vento descendente do corpo, responsável pelas eliminações) para cima a partir do chakra raiz.

Jiva bandha ou kechari mudra – Pressão da ponta da língua no palato mole (parte mole do céu da boca). Essa ação promove uma massagem na glândula pituitária.

Drishti – Significa olhar fixamente, voltar a atenção para uma parte específica do corpo, fixando seus olhos e atenção neste ponto (ekragata). Essa técnica facilita a meditação.

Nasagra drishti – Olhar fixo na ponta do nariz.

Bhrumadhya drishti – Olhar fixo no ponto entre as sobrancelhas, ou ajna chakra, o ponto que abre a intuição e a concentração.

Todos esses elementos serão combinados de forma diferente para cada tipo de exercício respiratório e podem também ser usados na prática de asanas.

"Não existe asana como siddhasana, não existe força como a que kumbhaka promove, não existe uma mudra como kechari mudra, e não existe dissolução como nada (som primordial)" Shiva Samhita

Leia também:

Exercícios de respiração por Gustavo Ponce: parte 1 e parte 2.

Respiração para equilíbrio dos hormônios por Márcia De Luca.

Nubia Teixeira será uma das participantes do Yoga pela Paz 2010. Começou a praticar Yoga aos 16 anos e passou os últimos 20 anos se dedicando às artes de cura, Bhakti Yoga (Yoga Devocional) e à dança clássica indiana conhecida como Odissi.